Pra variar eu estou de novo de madrugada, pensando na vida e avaliando este estranho particular pequeno mundo que tenho ao meu redor.
Estava lendo História da arte, um pouco de filosofia e ouvindo musicas mais agitadas do tipo que se escuta em festas...
Penetrando em minha mente inquietante, me incomoda o fato de ser 4 horas da manha, e que o sol vai nascer em 2 horas, ou seja estou amplamente fora do que estaria considerado certo ou de acordo com a moral vigente hoje....incomoda pois o meio pressiona de forma impressionante:
Tudo abre e fecha durante o dia, a luz do dia é crucial pra isso, enquanto a noite é quieta, e só nos resta esses bares e boates noturnas, pra presenciar e viver intensamente o que a musica proporciona, as vezes fugindo disso, descobrindo alguém estranho, as vezes de modo intimo demais para alguém estranho.
Enquanto amanha, dia de domingo tudo morre, dia de descanso, as pessoas vão a igreja/templo redimir-se de seus pecados, cumprir com seus próprios compromissos, os instrumentos de ócio estão a Mão, mas de certa forma nos restringe novamente, a televisão está especialmente neste dia com o conteúdo mais pífio de todos,só nos resta o computador e a internet, catalisadora de vícios, redes sociais, jogos alienantes, fóruns conturbados, prazeres baratos, mensagem instantânea, estar e não estar de lado de fora....a falsa e hipócrita ilusão de estar em outro lugar enquanto você continua ali na sua casa, no seu quarto e escritório.
Logo bate o remorso, uma dor na consciência por não estar sendo produtivo, ou por estar perdendo tempo com muitas bobagens...
Ainda acho que a rua... é o meio catalisador de vida, encontros, acontecimentos para tudo....estar neste meio publico é vivenciar isso...mas ao mesmo tempo estar perto de casa ainda é estar preso a este mesmo universo próprio...
Por isso gostamos de viajar, de sair dessa rotina inquietante...
Mas quando ficamos de novo muito tempo noutro lugar...e aquilo doutro modo se torna moradia, nos cansamos de novo, e precisamos novamente quebrar essa rotina.
Nossa fuga temporária se concentra em geral nesses meios já citados, alguns partem pra meios um pouco mais radicais, como as drogas legais ou ilegais e outros meios que podem aliviar um momento mas no futuro causar um auto-flagelo para o individuo.
Alguns de nós se ocupam com o consumismo, vão as compras, se enchem de coisas desnessárias como forma de se satisfazer, mas estando nunca contentes e cansados desses brinquedinhos novos se prendem a outras coisas novas e novos fetiches.
Podemos as vezes produzir com esse vazio, as vezes buscar algo belo, algum prazer e há diversas maneiras de expressar isso, diversos hobbies e atividades que podem não só nos ajudar nesse aspecto com trazer um pouco do que nós buscamos pra outras pessoas(musica, pintura, arte em geral, seguir uma ideologia)
Outros se concentram demasiado no trabalho, mas as vezes de forma insana e prejudicial, sentindo insatisfeitos com o esforço e prendendo-se a mais trabalho, esquecendo do que há em volta, uma vida, família, amigos, filhos, pequenos e grandes prazeres...
Podemos também seguir pelo lado esporte, resgatar laços de competitividade, estravazar todo o estresse,e se é esporte coletivo, socializar porque não?
As vezes é bom resgatar alguns valores e prazeres da infância, deliciar-se com o bolo da vó, ir curtir a praia,o parque, a praça, descobrir os lugares com a curiosidade no olhar, ter encantamento por tudo ao redor pois é tudo novo...
Nós seguimos muitas vezes receitas prontas, mas pra que?
Tudo que devemos fazer é o que nós mesmos queremos, não o que os outros ou o mundo quer por nós...
Por mais estranho que pareça cansar-se das coisas no final das contas nos dá um saldo positivo:
Esse fator, essa inquietude, nos faz criar, questionar, perceber, conceber e gerar todo um mundo novo, e nos desconectar de tudo que pra nós é passado...nos faz gerar o futuro.
Se não nos cansássemos talvez vivêssemos sempre presos a pouco ou quase nada e felizes com isso, incapazes de vivenciar e acreditar em idéias novas, eternamente presos ao nosso mundinho, ou seja um grão em um deserto(trocadilho batido).
Afinal o que importa pra nós?
É isso que temos que descobrir...
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
O Retorno
Eu fiz isso. Eu inventei tudo isso...
Me sinto culpado de ter partido e de ter deixado tanto para trás,
Ao mesmo tempo me sito bem por ter disseminado uma idéia,
Mas agora eu estou de volta, tudo está fora de seu lugar,
Não que eu seja metódico, mas tenho ao meu redor muita gente assim,
e as vezes eu me sinto assim,
Preciso de um espaço, um cômodo ventilado e sem nada, só para pensar.
Esses dias eu tenho estado meio fora de órbita, agora mesmo eu nem sei de fato qual é a minha órbita, ás vezes sinto culpa, mas que posso fazer ?
Me sinto fora de meu corpo num espaço próprio, mas eu não sei bem onde eu vou chegar.
As vezes é isso, bom eu não sei, vivo de criar realidades alternativas,
Alternativas para o mundo e para mim mesmo,
Me esgoto tentando deixar tudo mais palatável, mas nem tudo é como se pensa,
Sei que posso parecer um neurótico ou maluco, mas arquitetar um plano ou ajudar quem rodeia só me deixa mais confuso, não sei se devia me confundir ou complicar com coisas tão simples.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Entre os Sonhos e a Realidade
Feriado, época de fugir da realidade, de fazer coisas alheias a faculdade.
Poderia escrever um livro contando as tantas histórias da minha vida, mas prefiro ficar aqui,
ouvindo músicas alternativas, meio psicodélicas, as vezes abro um buraco pro meu
passado, as vezes é um buraco sem fim, não devia escutar tanto o que os outros falam.
Legal pegar um dia de feriado e quebrar a rotina, sair pra passear noutro canto da cidade
sem nunca ter pisado lá, sentir o frescor de terra nova, caminhar a esmo sem grandes
pretensões, parar numa livraria “cult” pegar um livro qualquer...De um tema alheio
a minha área de atuação...Volto pra casa...Vou ao cinema...Nada é pleno...
Depois de ver o filme a Origem, ouvir a musica “walking on a dream” atravesso duas
praças imaculadamente vazias a meia noite e logo após a sessão tudo parece surreal,
o filme é um espectro que me tirou por 2 horas da minha realidade.
Mas se eu analiso o filme, que fala de sonhos e arquitetos que projetam essa realidade
alternativa para alterar fatos de uma realidade presente, no final das contas posso ver uma
correlação disso na minha vida, vivo projetando realidades alternativas na faculdade, mesmo sabendo que nada disso sairá do papel, mas ao mesmo tempo, isso se torna parte da minha vida, nós arquitetos vivemos sempre em uma linha tênue entre a vida real e a vida que sonhamos por conta de nossos projetos, construímos nosso mundo e ao mesmo tempo nos aprisionamos dentro dele, é disso que trata o filme no final das contas, e vivemos tentando fugir dessa realidade, mas parece que está mais fundo dentro de nossa pele, de que nascemos para isso.
Escute "Walking on a Dream - Empire of the Sun" e veja "A Origem",e sairá dessa experiencia como eu, com outra cabeça....Vale a pena.
domingo, 22 de agosto de 2010
Pessoas e Pérolas
Tem algumas pessoas que são como uma pérola, pequenas e sutis são verdadeiras jóias frente à imensidão do mar e da faixa de areia.
Tem que cavar muito pra achar gente assim, ao mesmo tempo parece que tem que tomar cuidado para não deixar a onda levar, ou a areia engolir.
São essas pérolas que são as pessoas mais confiáveis, que são amigos de verdade.
Algumas pérolas guardam uma sabedoria imensa e não tem medo de compartilhar isso com
você, outras são bem simples, gente boa de conversa.
Outras são simplesmente companheiras, e isso faz toda a diferença.
O segredo está em guardar essas pérolas, ou então buscar por outras pérolas, mas uma
pérola não substitui outra, simplesmente são diferentes
Só não pode é ficar sem, pois são as pérolas que dão sentido a todo resto.
Tem que cavar muito pra achar gente assim, ao mesmo tempo parece que tem que tomar cuidado para não deixar a onda levar, ou a areia engolir.
São essas pérolas que são as pessoas mais confiáveis, que são amigos de verdade.
Algumas pérolas guardam uma sabedoria imensa e não tem medo de compartilhar isso com
você, outras são bem simples, gente boa de conversa.
Outras são simplesmente companheiras, e isso faz toda a diferença.
O segredo está em guardar essas pérolas, ou então buscar por outras pérolas, mas uma
pérola não substitui outra, simplesmente são diferentes
Só não pode é ficar sem, pois são as pérolas que dão sentido a todo resto.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Apenas Escrevo
O tempo passa devagar,
Tudo parado em seu lugar,
E meu olhar distante...
Penso na vida lá fora,
Nos carros que saem pra longe,
Quando na verdade não saem do lugar,
Das noites brancas, amenas,
Do vento que castiga a rua.
Não saio do lugar,
Também não há o porque,
Fico aqui e escrevo,
Escrevo sobre o que há e o que não há.
Escrevo sobre mim mesmo e
Sobre o senso comum,
Escrevo exalando tudo de meu corpo
Até a ultima gota.
Não escrevo sob pressão,
Influência ou destino,
Escrevo por que quero,
Mais que isso escrevo porque amo.
Talvez eu ame porque escrevo,
Talvez eu odeio porque escrevo,
Mas escrevo, apenas escrevo.
Tudo parado em seu lugar,
E meu olhar distante...
Penso na vida lá fora,
Nos carros que saem pra longe,
Quando na verdade não saem do lugar,
Das noites brancas, amenas,
Do vento que castiga a rua.
Não saio do lugar,
Também não há o porque,
Fico aqui e escrevo,
Escrevo sobre o que há e o que não há.
Escrevo sobre mim mesmo e
Sobre o senso comum,
Escrevo exalando tudo de meu corpo
Até a ultima gota.
Não escrevo sob pressão,
Influência ou destino,
Escrevo por que quero,
Mais que isso escrevo porque amo.
Talvez eu ame porque escrevo,
Talvez eu odeio porque escrevo,
Mas escrevo, apenas escrevo.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Lembranças...
Talvez os dias têm passado rápido demais, não sei...
Nessa semana faço aniversário, completo minha segunda década, olho pra trás e me pergunto – Quem é você?
O que aconteceu com o jovem sonhador? com o poeta introspectivo? com o pintor/expositor?com o cara que manjava de geografia, história ou sociologia?
O que aconteceu com aquele menino que gosta de viajar? de descobrir as coisas? Será que ele foi engolido pela faculdade de arquitetura? ou por preocupações habitais? ou por coisas de arquiteto? na verdade não...Ele continua aqui.
Pode ser que a vida tenha mudado um pouco o seu foco, lhe ensinado outros aspectos.
Vinte anos, o tempo passou depressa demais, lembro-me dos tempos que eu brincava de gato-mia com meus vizinhos, ou dos mamonas assassinas e do Chupa-cabra esse parecia que ia surgir do Rio São Francisco pra me buscar.
Lembro dos tempos de Uberlândia, da pitangueira e do frio de Alpinópolis, das galinhas, do milharal e das lavadeiras de rio de São Francisco...
Bom tudo isso passou, mas eu continuo aqui, agora no Rio de Janeiro, quem diria, correndo atrás de meu futuro.
Futuro que surgiu de meu passado, dos tempos em que desenhava nas mesas de escola e sonhava com um mundo imaginário melhor, mais justo.
Do tempo que eu lia e investigava a arquitetura e viajava naquilo.
De sonhos, sempre sonhos...
Mas eu estou aqui olhando para isso tudo, comemorando meu aniversário, estou bem, tanta coisa se passou, aquele menino de suspensório cresceu e está aí querendo abraçar o mundo, enquanto o mundo gentilmente o abraça.
Bem vindo ao Futuro.
Nessa semana faço aniversário, completo minha segunda década, olho pra trás e me pergunto – Quem é você?
O que aconteceu com o jovem sonhador? com o poeta introspectivo? com o pintor/expositor?com o cara que manjava de geografia, história ou sociologia?
O que aconteceu com aquele menino que gosta de viajar? de descobrir as coisas? Será que ele foi engolido pela faculdade de arquitetura? ou por preocupações habitais? ou por coisas de arquiteto? na verdade não...Ele continua aqui.
Pode ser que a vida tenha mudado um pouco o seu foco, lhe ensinado outros aspectos.
Vinte anos, o tempo passou depressa demais, lembro-me dos tempos que eu brincava de gato-mia com meus vizinhos, ou dos mamonas assassinas e do Chupa-cabra esse parecia que ia surgir do Rio São Francisco pra me buscar.
Lembro dos tempos de Uberlândia, da pitangueira e do frio de Alpinópolis, das galinhas, do milharal e das lavadeiras de rio de São Francisco...
Bom tudo isso passou, mas eu continuo aqui, agora no Rio de Janeiro, quem diria, correndo atrás de meu futuro.
Futuro que surgiu de meu passado, dos tempos em que desenhava nas mesas de escola e sonhava com um mundo imaginário melhor, mais justo.
Do tempo que eu lia e investigava a arquitetura e viajava naquilo.
De sonhos, sempre sonhos...
Mas eu estou aqui olhando para isso tudo, comemorando meu aniversário, estou bem, tanta coisa se passou, aquele menino de suspensório cresceu e está aí querendo abraçar o mundo, enquanto o mundo gentilmente o abraça.
Bem vindo ao Futuro.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Como vencer uma guerra
A verdade é, nem sempre conseguimos ser a máquina produtiva que almejamos ser.
Falhamos, e aceitar a falha é sempre ruim, porém mais difícil que desistir é seguir adiante, talvez para um caminho incerto, mas tenha sempre a certeza que este é o melhor caminho a se seguir.
Tem dias que são assim, passam rápido demais e a noite está aí pra você seguir adentro, se manter e produzir.
O seu corpo sempre reage no seu rítimo contrário, mas você deve resistir, pois ainda não acabou.
É hora de parar um pouco, de ouvir um pouco de “The Smiths- Stop me if you heard this one before”, porque acima de tudo é hora de continuar, até o último minuto, até as últimas conseqüências, essa é a hora de ser guerreiro.
Bom, acho que na vida é assim, só os fortes sobrevivem e você tem que por na cabeça que você é um dos fortes.
Ás vezes tudo vai contra você, parece até que o tempo, o corpo, a gráfica , o computador e seu material estão juntos em um conspiração das boas pra te sabotar.
É nessa hora que devemos mostrar as garras e os dentes, mesmo com o coração na boca, use de todos seus artifícios, cartas na manga e esperanças para vencer, ainda não acabou, não agora.
Bom essa é mensagem que deixo a todos meus leitores, eu, como estudante de arquitetura que passou por tudo isso e mais um pouco digo: não desistam, esse nunca é o melhor caminho.
Falhamos, e aceitar a falha é sempre ruim, porém mais difícil que desistir é seguir adiante, talvez para um caminho incerto, mas tenha sempre a certeza que este é o melhor caminho a se seguir.
Tem dias que são assim, passam rápido demais e a noite está aí pra você seguir adentro, se manter e produzir.
O seu corpo sempre reage no seu rítimo contrário, mas você deve resistir, pois ainda não acabou.
É hora de parar um pouco, de ouvir um pouco de “The Smiths- Stop me if you heard this one before”, porque acima de tudo é hora de continuar, até o último minuto, até as últimas conseqüências, essa é a hora de ser guerreiro.
Bom, acho que na vida é assim, só os fortes sobrevivem e você tem que por na cabeça que você é um dos fortes.
Ás vezes tudo vai contra você, parece até que o tempo, o corpo, a gráfica , o computador e seu material estão juntos em um conspiração das boas pra te sabotar.
É nessa hora que devemos mostrar as garras e os dentes, mesmo com o coração na boca, use de todos seus artifícios, cartas na manga e esperanças para vencer, ainda não acabou, não agora.
Bom essa é mensagem que deixo a todos meus leitores, eu, como estudante de arquitetura que passou por tudo isso e mais um pouco digo: não desistam, esse nunca é o melhor caminho.
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