Depois de Férias quase permanentes do Blog, resolvi retornar...
agora tenho twitter também e ele está aberto a visitações: Dan_Athias http://twitter.com/Dan_athias
lá é ótimo para pessoas preguiçosos de escrever e ler como eu e você!
domingo, 16 de agosto de 2009
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Poema dos que não dormem
Depois de extensas férias deste blog, escrevi esse poema numa das minhas tantas noites viradas, e é uma pequena homenagem aos estudantes de arquitetura pelo Brasil afora que se veem obrigados a virar as noites pra sobreviver no curso(acho que em outros cursos tem o mesmo problema também), na verdade um retrato de meu estado de cansaço:
cansado quebrado quadrado
olha pro lado ruido barulho
sono nada justifica
trabalho nada justifica
nada justifica
nada justifica
Pedras no caminhos
olhos entreabertos
besteiras na cabeça
pensamento arruinado quadrado...quadrado
olha pra frente
olha pro lado...
fecha os olhos tente enxergar o que nao existe...
nao existe...nao existe...
ACORDA...nao é hora de dormir...vc tem muito a fazer!!!
ACORDA MEU FILHO!...
e assim voltamos a vegetar num universo paralelo mais lento que o habitual...
cansado quebrado quadrado
olha pro lado ruido barulho
sono nada justifica
trabalho nada justifica
nada justifica
nada justifica
Pedras no caminhos
olhos entreabertos
besteiras na cabeça
pensamento arruinado quadrado...quadrado
olha pra frente
olha pro lado...
fecha os olhos tente enxergar o que nao existe...
nao existe...nao existe...
ACORDA...nao é hora de dormir...vc tem muito a fazer!!!
ACORDA MEU FILHO!...
e assim voltamos a vegetar num universo paralelo mais lento que o habitual...
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Passeio Noturno pelo Flamengo
Esgotado, o garoto havia dormido toda a tarde e boa parte da noite, sua vida estava esgotada, seus olhos cansados, foi um descanso bem merecido.
Acordado em meio ao caos decorrido de seu esforço com as maquetes da faculdade, ligou a sua TV, novelas, logo ia passar um filme repetido na globo, foi assim que ele esgotado, resolveu sair.
Noite fresca com 20 graus, já era 22 e 30, parou em frente a uma casa de sucos, pediu uma vitamina desconhecida, que se rotulava simplesmente “mista”, aparentemente uma mistura de diversas frutas com beterraba e algo a mais. Ainda com sede pedira algo que lembrava infância: banana com farinha láctea, o mesmo filme passava no lugar, mas ele estava disperso observava as pessoas daquele lugar, um trabalhador cansado, um senhor indiferente, um musico também cansado.

Foi assim que resolveu sair, desta vez sem rumo, ele não queria voltar para seu apartamento vazio, não queria voltar para seu caos particular, também não estava disposto a voltar e ter que estudar todos os demônios que o aterrorizariam na prova do dia seguinte.
Pois então seguiu, entrou na travessa dos tamoios, a rua estava vazia, exceto pelo botequim que tocava um samba ao vivo.
Passou por um prédio Art Decó de suntuosa fachada em mármore e logo ele já estava na Senador Vergueiro, em frente tinha o restaurante Oklahoma com o filme repedido da globo e com pouco movimento, ao lado o antigo cine Paissandu, ainda fechado, não muito longe havia também uma propaganda de uma candidata a vereadora derrotada por 122 votos, chegando na rua Paissandu, grandes palmeiras, lojas fechadas, garota do flamengo(exatamente igual aos outros bares que mudam de nome dependendo lugar, de garota de Ipanema, até garota da penha).mais próximo do aterro havia o hotel Paysandu, em estilo Art decó tão presente neste bairro, quantas historias não deveriam ter acontecido ali.

Voltando para a Marquês de Abrantes, vários prédios dos anos 40,50, com fachadas ora belas com mármore a mostra, ora simplórias, com comercio em baixo do prédio.
Na Praça José de Alencar com o fantástico bar Devassa na esquina, olhou por detrás de suas plantas decorativas, seria alguém conhecido? Não, não para ele, são só dois meses nesta cidade.
Atravessara a rua, que outrora era o leito do rio carioca, naquele trecho rio catete, lembrado na Praça José de Alencar, onde pende uma escultura e bronze que homenageia essa figura histórica, na outra esquina uma igreja metodista de pedra, da época que ainda passava o rio ao lado (130 anos).
Manuel e Joaquim, outro bar tradicional, também na José de Alencar, seguindo após a praça, a Rua Marques de Abrantes vira Rua do Catete, e saindo de um local que homenageia um grande escritor, nos deparamos com outro:Rua Machado de Assis, árvores e prédios antigos.
Cada passo dado á seguir era um passo pela não cidade, a cidade humanizada de dia se desumanizava de noite, os bares se tornavam esparsos, e as ruas que de dia servem de passagem, são de noite também moradia.
A seguir se avista o Largo do Machado, com sua bela igreja eclética de inspiração neoclássica com colunas gregas, no centro da praça, barraquinhas da feira do livro fechada, e quão gostoso é passear pela feira, que no dia anterior teve como trilha sonora música dos Beatles e artistas expondo suas obras.

Ele então resolveu entrar na ultima galeria aberta, A galeria São Luiz tem um aspecto de mini-shopping, ar condicionado e bons restaurantes dentro, as demais lojas, todas fechadas, mas exibindo suas vitrines iluminadas.
No pavimento superior o tradicional Cine São Luiz (ao lado uma foto de seu passado exuberante), exibindo grandes filmes “blockbusters” americanos (com um outro filme nacional).
E ao lado uma agradável livraria (também fechada, com ótimos livros e algumas obras artesanais interessantes, como pequenas caixas, demonstrando o Rio de Janeiro no período de Debret.
Do lado de fora, o garoto avistou um cenário futurista, era o espaço Oi futuro, com seus fundos determinados em um caixote recortado e feixes de luz azul saindo pelas suas frestas, determinadas talvez por um traçado regulador, ou pela seqüência de Fibonacci.

Ele resolveu se aproximar daquele lugar, entrou na rua dois de dezembro, passou por 2 botequins agradáveis e ali estava de frente para o antigo prédio da companhia telefônica brasileira, na parte da frente um prédio eclético antigo, na parte de atrás arrojada construção com feixes luz azul brotando por linhas desordenadas ora cortadas por grandes janelas de vidro.
Curiosamente combinavam com o prédio em frente, que apresentava os primeiros andares ecléticos e os últimos 3 andares em estilo contemporâneo(Dois de Dezembro,52).
Ao lado da Oi futuro ele viu a sede da IAB, interessante ele fazer arquitetura e nem conhecer o prédio.

Ao chegar na rua do catete, a volta ao passado casarios do século xix em estilo eclético,
Lojas em baixo fechadas, ruas eram vazias e escuras, um vila simpática adiante, uma banca aberta e mais nada, era hora dele voltar.
Era hora dele voltar para seu mundo, para a bagunça de seu quarto, para seu dedo cortado e enfaixado, para seus estudos, para suas preocupações ,para a sua vida.
Acordado em meio ao caos decorrido de seu esforço com as maquetes da faculdade, ligou a sua TV, novelas, logo ia passar um filme repetido na globo, foi assim que ele esgotado, resolveu sair.
Noite fresca com 20 graus, já era 22 e 30, parou em frente a uma casa de sucos, pediu uma vitamina desconhecida, que se rotulava simplesmente “mista”, aparentemente uma mistura de diversas frutas com beterraba e algo a mais. Ainda com sede pedira algo que lembrava infância: banana com farinha láctea, o mesmo filme passava no lugar, mas ele estava disperso observava as pessoas daquele lugar, um trabalhador cansado, um senhor indiferente, um musico também cansado.

Foi assim que resolveu sair, desta vez sem rumo, ele não queria voltar para seu apartamento vazio, não queria voltar para seu caos particular, também não estava disposto a voltar e ter que estudar todos os demônios que o aterrorizariam na prova do dia seguinte.
Pois então seguiu, entrou na travessa dos tamoios, a rua estava vazia, exceto pelo botequim que tocava um samba ao vivo.
Passou por um prédio Art Decó de suntuosa fachada em mármore e logo ele já estava na Senador Vergueiro, em frente tinha o restaurante Oklahoma com o filme repedido da globo e com pouco movimento, ao lado o antigo cine Paissandu, ainda fechado, não muito longe havia também uma propaganda de uma candidata a vereadora derrotada por 122 votos, chegando na rua Paissandu, grandes palmeiras, lojas fechadas, garota do flamengo(exatamente igual aos outros bares que mudam de nome dependendo lugar, de garota de Ipanema, até garota da penha).mais próximo do aterro havia o hotel Paysandu, em estilo Art decó tão presente neste bairro, quantas historias não deveriam ter acontecido ali.

Voltando para a Marquês de Abrantes, vários prédios dos anos 40,50, com fachadas ora belas com mármore a mostra, ora simplórias, com comercio em baixo do prédio.
Na Praça José de Alencar com o fantástico bar Devassa na esquina, olhou por detrás de suas plantas decorativas, seria alguém conhecido? Não, não para ele, são só dois meses nesta cidade.
Atravessara a rua, que outrora era o leito do rio carioca, naquele trecho rio catete, lembrado na Praça José de Alencar, onde pende uma escultura e bronze que homenageia essa figura histórica, na outra esquina uma igreja metodista de pedra, da época que ainda passava o rio ao lado (130 anos).
Manuel e Joaquim, outro bar tradicional, também na José de Alencar, seguindo após a praça, a Rua Marques de Abrantes vira Rua do Catete, e saindo de um local que homenageia um grande escritor, nos deparamos com outro:Rua Machado de Assis, árvores e prédios antigos.
Cada passo dado á seguir era um passo pela não cidade, a cidade humanizada de dia se desumanizava de noite, os bares se tornavam esparsos, e as ruas que de dia servem de passagem, são de noite também moradia.
A seguir se avista o Largo do Machado, com sua bela igreja eclética de inspiração neoclássica com colunas gregas, no centro da praça, barraquinhas da feira do livro fechada, e quão gostoso é passear pela feira, que no dia anterior teve como trilha sonora música dos Beatles e artistas expondo suas obras.

Ele então resolveu entrar na ultima galeria aberta, A galeria São Luiz tem um aspecto de mini-shopping, ar condicionado e bons restaurantes dentro, as demais lojas, todas fechadas, mas exibindo suas vitrines iluminadas.
No pavimento superior o tradicional Cine São Luiz (ao lado uma foto de seu passado exuberante), exibindo grandes filmes “blockbusters” americanos (com um outro filme nacional).
E ao lado uma agradável livraria (também fechada, com ótimos livros e algumas obras artesanais interessantes, como pequenas caixas, demonstrando o Rio de Janeiro no período de Debret.
Do lado de fora, o garoto avistou um cenário futurista, era o espaço Oi futuro, com seus fundos determinados em um caixote recortado e feixes de luz azul saindo pelas suas frestas, determinadas talvez por um traçado regulador, ou pela seqüência de Fibonacci.

Ele resolveu se aproximar daquele lugar, entrou na rua dois de dezembro, passou por 2 botequins agradáveis e ali estava de frente para o antigo prédio da companhia telefônica brasileira, na parte da frente um prédio eclético antigo, na parte de atrás arrojada construção com feixes luz azul brotando por linhas desordenadas ora cortadas por grandes janelas de vidro.
Curiosamente combinavam com o prédio em frente, que apresentava os primeiros andares ecléticos e os últimos 3 andares em estilo contemporâneo(Dois de Dezembro,52).
Ao lado da Oi futuro ele viu a sede da IAB, interessante ele fazer arquitetura e nem conhecer o prédio.

Ao chegar na rua do catete, a volta ao passado casarios do século xix em estilo eclético,
Lojas em baixo fechadas, ruas eram vazias e escuras, um vila simpática adiante, uma banca aberta e mais nada, era hora dele voltar.
Era hora dele voltar para seu mundo, para a bagunça de seu quarto, para seu dedo cortado e enfaixado, para seus estudos, para suas preocupações ,para a sua vida.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Como uma Fênix, Renasce o Cine Paissandu
Depois de um dramático fim e de uma manifestação grande contra o fechamento, é decretada uma lei que estabelece o cine Paissandu como patrimônio cultural carioca, tal como consta no parágrafo 1º do decreto 23162, graças ao importante apoio de uma vereadora que juntamente com mais de cinco mil assinaturas.
Eu já estava levemente aliviado da angústia da perda do cine Paissandu, graças aos cartazes anunciando que o cine Paissandu iria voltar, mas era algo muito incerto, agora com esta lei me sinto imensamente aliviado, essa é uma grande vitoria cultural do bairro e que mostra que nos podemos mudar o mundo é só arregaçar as mangas e não deixar que perdas como essa aconteçam.
Que este sirva de exemplo para todos que devemos lutar pelo que queremos.
Viva o cine Paissandu, Viva aos moradores do Flamengo que o salvaram deste triste fim!
Eu já estava levemente aliviado da angústia da perda do cine Paissandu, graças aos cartazes anunciando que o cine Paissandu iria voltar, mas era algo muito incerto, agora com esta lei me sinto imensamente aliviado, essa é uma grande vitoria cultural do bairro e que mostra que nos podemos mudar o mundo é só arregaçar as mangas e não deixar que perdas como essa aconteçam.
Que este sirva de exemplo para todos que devemos lutar pelo que queremos.
Viva o cine Paissandu, Viva aos moradores do Flamengo que o salvaram deste triste fim!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
A Volta e as músicas latinas
Voltando de BH tive os milhões de trabalhos para fazer e para desestressar algo bem diferente como musicas latinas, ( não sei por que senti a necessidade de ouvir esse tipo de musica, talvez porque sejam alegres) , tal como “Que Viva La Noche – Sonia & Selena”( http://br.youtube.com/watch?v=7xIc_lcyHMU) da trilha sonora do filme “O Albergue Espanhol”(Anote aí, vale a pena ver esse filme, boas risadas), tudo a ver com meu momento já curso faculdade bem longe da casa dos meus pais e dividindo apartamento, e curiosamente ao procurar essa música achei uma outra com mesmo nome “Russia / Yulia - Que Viva La Noche” (http://br.youtube.com/watch?v=hrOFeu7-Im4&NR=1), obviamente também latina, mas de uma cantora, BEM EXÒTICO, no começo antes da musica toca algo russo e ela diz algo como “ chega de Kalinka, vamos prosseguir essa noite com algo bem “Caliente” e Latino, e começa a cantar a musica....Bem bizarro basicamente um clipe feito sobre estereótipos toscos, Trash inclusive ( malditos estrangeirismos insubstituíveis...) mas é até legalzinho ver.
Um dia em BH

Sábado passado estive em BH, cheguei cansado de manha da viagem e preocupado, mas com toda razão com os diversos trabalhos que eu tinha que fazer no dia seguinte, que seriam obviamente de ultima hora e certamente de madrugada (mas deu tudo certo... ainda bem que antecipei a volta...), vi minha mãe que parecia bem feliz em me ver, algo bem bizarro já que quando eu morava em Uberlândia ela não me agüentava mais..., comi uma comida tailandesa exótica numa região afastada na grande BH conhecida como “Macacos” e de quebra vi um grande amigo meu também.
Esse dia foi uma fuga da minha rotina exaustiva de faculdade, e foi bem bacana porque gosto de BH, vejo muitas semelhanças de Belo Horizonte com o Rio de Janeiro, montanhas emoldurando a paisagem, e sem se afastar muito do centro nervoso da cidade você também encontra belos refúgios (Parque das Mangabeiras que lembra a Floresta da Tijuca )... E nos aspectos econômicos, Zona Sul bem mais rica que a Zona Norte e afins, expansão da cidade para o Belvedere que se tornara uma ”Barra da Tijuca” Belo-horizontina, os problemas urbanos são similares: Favelas e Violência, mas Belo Horizonte mantém um charme extra que são seus bares e as suas “tão odiadas” ladeiras (de onde se avista um Belo Horizonte certamente).
domingo, 21 de setembro de 2008
E Assim Começa a Primavera no Rio
Novamente sumi deste Blog, eu sei que não é fácil manter um blog,
Eu queria ter escrito tantas coisas... Mas não escrevi,
Nesse meio tempo conheci lugares fantásticos, tive meus tropeços na faculdade, nem tudo são rosas, as vezes teu professor CFA (maquetes basicamente) quer que você faça o projeto dele e tudo disso na verdade depende mais do acabamento que você der e do tempo que você sacrificar, Assim como eu me perco em meio a minha ansiedade.
Eu fui a lugares fantásticos fazer desenhos de observação e ter aulas de história da arte tal como os jardins do Palácio do Catete, o Campus da Praia Vermelha da UFRJ, o Mosteiro de São Bento, o Paço Imperial e é claro minha mais nova descoberta no rio, o Morro da Conceição, um lugar no mínimo interessante, um pequeno morro rodeado por casas que remetem a tempos de outrora ( Século XIX,XVIII,XVI) sendo o mais bem preservado do 4 morros históricos do rio(Castelo derrubado, Sto. Antonio em parte derrubado, São Bento idem), povoados por casinhas hoje ocupadas por populações de classe média, média-baixa, ou artistas que vem neste agradável e tranqüilo lugar um cantinho de paz inspirador, que pode ter um inclusive uma bela vista pra Baía de Guanabara.
Sim tive momentos altos nessa minha vida nova no rio de janeiro.
Mas também tive meus momentos baixos e o pior de tudo, senti falta de ter a quem recorrer quando tudo acontecia, mas é claro, respirei fundo, olhei pra frente, pensei muito antes de fazer alguma besteira e procurei a quem sabia que podia contar, e não me arrependo, já que não se pode fazer nada de cabeça quente, e deve-se tomar cuidado, toda liberdade tem seu preço, por vezes muito alto.
Culturalmente falando ampliei muito meu pequeno horizonte de alguém que morava no interior de cultura limitada, passei a freqüentar cinemas alternativos (com documentários, filmes europeus e não americanos), batalhei pelo cine Paissandu (Confira no ultimo texto), fui também ao Cine Odeon assistir um bom filme- documentário nacional, sobre a velha guarda da Portela, assistir aquele filme me fez percebi a quão rica e fantástica é a cultura brasileira (e também como ainda vivemos num mundo absurdamente americanizado), é um grande patrimônio, foi perceber na alegria dos sambistas que viviam modestamente em suas casas de subúrbio, criando maravilhas com suas canções, que são realmente lindas.
Fortaleci minhas amizades no rio, achei uma boa companhia pra meus programinhas culturais, ao mesmo tempo pude visitar mais vezes meu avo, meus tios e presenciar quão fantástico ter família assim por perto (algo que nunca tive), tive boas conversas com meu avô, que admiro imensamente, é um homem de grandes histórias, que eu descobri recentemente um grande viajante, conhece todos cantos desse país como ninguém, as vezes olho e vejo muito dele em mim mesmo, apesar de que eu tenho um longo caminho pela minha frente, ele outro dia me disse que queria fazer uma grande viagem para o local aonde nasceu, quase divisa do Pará com Amazonas, perto de Oriximiná, um local certamente muito interessante e cheio de histórias, mas antes de chegar lá deve fazer um longo percurso passando por Belém, ilha do Marajó, Santarém, Alenquer e Oriximiná, um percurso feito pelos grandes rios amazônicos e eu adoraria fazer, porque adoro viajar e essa sim, uma grande aventura.
Eu nesse tempo senti também um falta de meus amigos de Uberlândia, já que deixei grandes amigos por lá, outros partiram que nem eu, espalhados por outras cidades no Brasil, saudades de tudo da UFU (Também a sua vida mole ou quase), e saudades de minha família (Pai, mãe, irmãos), esta que conseguiu a maior dissociação este ano em que mudei para o rio, desta vez ficamos cada um em um canto, tomei um risco grande, em busca de meus sonhos grandes e agora estou vendo o que fiz, pois bem essa é a minha vida.
A primavera começou com dias chuvosos alternados de dias quentes, por vezes coincidem em como eu sinto, ou seja um síntese perfeita de uma alma humana.
Obs. Desculpa por este grande texto, mas Textos grandes se tornaram a alma de meu Blog.
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